Amor Conjugal

Sem categoria Faça um comentário »

Amor conjugal. Pe.Léo tarcisio

Eminente, humano, porque parte de uma pessoa e se dirige a outra pessoa, mediante o afeto da vontade, o amor conjugal envolve o bem de toda a pessoa; portanto, é capaz de enobrecer as expressões do corpo e da alma como elementos e sinais específicos da amizade conjugal e de enriquecê-los com uma especial dignidade.O Senhor, por um dom especial de graça e caridade, se dignou restaurar, aperfeiçoar e elevar esse amor. Semelhante amor que associa o divino ao humano, leva os esposos à mútua doação de si mesmos, provada com terno afeto e com obras, e lhes impregna toda a vida.Mais. Cresce e aperfeiçoa com uma própria generosa operosidade. Supera, por conseguinte, de longe, a mera inclinação erótica que, cultivada com egoísmo, desaparece rápida e miseravelmente.Essa afeição exprime e se realiza de maneira singular pelo ato próprio do matrimônio. Por isso os atos pelos quais os cônjuges se unem íntima e castamente são honestos e dignos. Quando realizados de maneira verdadeiramente humana, testemunham e desenvolvem a mútua doação pela qual os esposos se enriquecem com o coração alegre e agradecido (cf. CIC 2361-2363).A unidade do matrimônio é também claramente confirmada pelo Senhor mediante a igual dignidade do homem e da mulher como pessoas, a qual deve ser reconhecida no amor mútuo e perfeito.Por isso os esposos, robustecidos pela graça para uma vida santa, cultivarão com assiduidade a firmeza do amor, a grandeza de alma e o espírito de sacrifício e os implorarão na oração.A fecundidade do amor conjugal é testemunhada e refletida no prazer sexual. O orgasmo externaliza a doação mútua e manifesta a exclusividade da pertença conjugal.No momento do ápice sexual o ser dos amantes estão inteiramente voltados um para o outro. Naquele momento o marido e a mulher se pertencem por inteiro.Todo pensamento se apaga da mente. Todas as sensações físicas se concentram nessa doação exclusiva: circulação sanguínea, respiração, pressão, músculos, pele… todo corpo é doação completa ao outro.
As palavras são pobres demais para descrever o amor que envolve um casal em êxtase sexual.O prazer sexual reflete a exclusividade da pertença conjugal. Somente o casal pode experienciar esse momento. Naquele instante um é inteira e exclusivamente do outro.Em quase tudo na vida o casal se relaciona com outras pessoas. Tudo que um ou outro é e faz, outras pessoas também saboreiam. No prazer sexual somente o cônjuge participa. O prazer é íntimo e exclusivo, por isso é unitivo e fecundo.O prazer vai além do clímax físico. A ternura que envolve o casal e a própria intimidade que experienciam é fonte de prazer e santa alegria.A compreensão da beleza bíblica do prazer evidencia que o matrimônio não foi instituído apenas com o fim da procriação. Por isso, é preciso que o amor recíproco se realize com reta ordem para que cresça e amadureça (GS 50).É isso que descobrimos quando meditamos o Código do Direito Canônico, que, mesmo sendo um conjunto de leis e normas, deixa transparecer a santidade e a beleza da intimidade sexual. A aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão da vida toda é ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à geração da prole (Can. 1055).O Catecismo da Igreja Católica, número 1602, lembra que a Sagrada Escritura abre-se com a criação do homem e da mulher à imagem e semelhança de Deus ( Gn 1,26-27) e se fecha com as núpcias do Cordeiro (Ap 19,7.9). Esse destaque é conseqüente da certeza de que a salvação da pessoa e da sociedade humana está estreitamente ligada ao bem-estar da comunidade conjugal e familiar (CIC 1603).No catecismo a sexualidade é sempre vista na sua totalidade santificante. A sexualidade afeta todos os aspectos da pessoa humana, em sua unidade de corpo e alma. Diz respeito particularmente á afetividade, à capacidade de amar e de procriar e, de uma maneira mais geral, à aptidão a criar vínculos de comunhão com os outros (CIC 2332).Por isso, cabe a cada um, homem e mulher, reconhecer e aceitar a sua identidade sexual.A diferença e a complementaridade físicas, morais e espirituais estão orientadas para os bens do casamento e para o desabrochar da vida familiar.A harmonia do casal e da sociedade depende, em parte, da maneira como se vive entre os sexos a complementaridade, a necessidade e apoio mútuos (CIC 2333).Cada um dos dois sexos é, com igual dignidade, embora de maneira diferente, imagem do corpo e da ternura de Deus. A união do homem e da mulher no casamento é uma maneira de imitar na carne a generosidade e fecundidade do Criador (CIC 2335).Jesus veio restaurar a criação na pureza de sua origem (CIC 2336).A sexualidade está ordenada para o amor conjugal entre o homem e a mulher. No casamento, a intimidade corporal dos esposos se torna um sinal e um penhor de comunhão espiritual. Entre os batizados, os vínculos do matrimônio são santificados pelo sacramento (CIC 2360).A sexualidade, mediante a qual o homem e a mulher se doam um ao outro com os atos próprios e exclusivos dos esposos, não é em absoluto algo puramente biológico, mas diz respeito ao núcleo íntimo da pessoa humana como tal (CIC 2361).Trecho do livro “Sede fecundos” de Padre LéoObs.: A abreviatura “CIC” corresponde a Catecismo da Igreja Católica.

Sacrário Vivo

Sem categoria Faça um comentário »

Sacrário Vivo

“O Sacrário possui o silêncio de uma tumba, a majestade de um trono, as alegrias de uma vida.
É que contém JESUS como vítima imolada,como rei do mundo, como alimento da VIDA. Gostou deste pensamento?” (Sta.Tereza de LOs Andes).
Quantos homens e mulheres tiveram esta facilidade de ter este contato com Jesus no SS.Sacramento? Quase todos viveram esta mística.Eu entendo que nós cristãos já devemos nos inclinar diante de Jesus Sacramentado e ter ele como um amigo e não muito distante compreendermos e assumirmos de uma vez Jesus como nosso protetor e Salvador.Não dar mais para termos uma visão de Jesus como aquele que permanece distante,mas aquele que não se afasta de nós.Aprendemos com Sta Tereza ter esta intimidade com Cristo.
«Vi que a Felicidade do mundo não existe e as coisas do mundo deixam-me sempre um vazio que só Deus pode preencher por completo!» (Sta Tereza de Los Andes).


Blog Católico é mantido por Bíblia Católica Online e Busca Católica.
Entries RSS Comments RSS Login
Fechar
E-mail It